
O relatório EU Kids Online, que compara a forma como crianças e jovens de 20 países europeus utilizam a IA generativa. Portugal faz parte do estudo, graças ao trabalho de investigação de investigadoras da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCSH) com o relatório “Crianças e jovens (9-17 anos) e Inteligência Artificial Generativa em Portugal”.
Algumas conclusões que nos fizeram refletir:
- 85 % das crianças e adolescentes em Portugal (com idades entre os 9 e os 17 anos) utilizam IA generativa.
- Quase metade usa IA generativa para trabalhos escolares: resumindo textos longos, ajudando em trabalhos de várias disciplinas.
- Um em cada quatro recorre à IA para apoio emocional e pessoal. Portugal situa-se 10 pontos acima da média europeia neste aspeto.
- 52% temem que os humanos percam o controlo da tecnologia, e 47% estão preocupados com a dependência e o impacto ambiental.
- Mas 50% acreditam que estas ferramentas irão impulsionar a criatividade e a imaginação humanas.
Por outras palavras: as crianças e jovens não são utilizadores ingénuos. Têm preocupações reais e esperanças genuínas, e cabe-nos a nós ajudá-las a compreender como usar a IA generativa de forma responsável, a separar o mito da realidade e a desenvolver competências de pensamento crítico.
O relatório oferece recomendações práticas para a Educação, e que nos workshops do AI goes to school já abordamos:
- A literacia em IA generativa precisa de se tornar uma prioridade educativa.
- A integridade académica implica ensinar responsabilidade ética, direitos de autor e propriedade intelectual.
- Identificar preconceitos e alucinações deve ser uma competência transversal, não isolada numa única disciplina.
A questão não é se devemos falar sobre isto nas escolas e em casa — é como o fazer.
Referência: Ponte, C., Batista, S., & Luna, E. (2026). Crianças e jovens (9-17 anos) e Inteligência Artificial Generativa em Portugal. Resultados EU Kids Online, 2025. EU Kids Online.
Website: EU kids online Portugal

